Pepe Jeans London: a história

UMA BREVE HISTÓRIA

Estamos em 1973, em pleno coração do mercado de Portobello, Londres. Em redor de uma pequena banca protegida dos chuviscos gelados sob uma ponte ferroviária, um grupo de jovens abrem espaço aos empurrões. A euforia sente-se no ambiente. São um grupo variado que chega de metro, autocarro e bicicleta de todas as partes de Londres para convergir no mercado de roupa mais vanguardista da capital. O objectivo: conseguir um par das calças de ganga tão difíceis de conseguir e que estão na boca dos maiores entendidos e devotos da moda na cidade. É aí, em 1973, sob essa ponte de Notting Hill, onde nasce a Pepe Jeans.

Nesta época, as marcas de moda não se baseavam tanto na ciência do marketing e no vil metal, mas sim em pessoas que descobriam uma moda distinta e ousada por vezes, mas sempre incrivelmente emocionante. Foi então quando os fundadores da Pepe Jeans, Nitin Shah e os seus irmãos Arun e Milan deram rédea solta à sua visão: umas calças de ganga cheias de detalhes, para as oferecer a um público já cansado da vaga de calças de ganga insípidas e anónimas.

Avancemos quase quatro décadas no tempo. Actualmente, a Pepe Jeans é comercializada em 60 países, distribuída através de quase 7.000 pontos de venda, conta com mais de 300 pontos de venda a nível internacional e dá emprego a mais de 2.000 trabalhadores. No entanto, ainda mantém a sua devoção pela mantra do seu início: produzir roupa de ganga que marque tendência e traga desafios para a moda jovem.

Os irmãos Shah não demoraram a dar-se conta de que a popularidade da Pepe Jeans superava as suas aspirações. Pouco depois renunciavam aos seus trabalhos a tempo inteiro, a favor de uma empresa que quase da noite para o dia se encontrou a operar a partir de um centro de comando estratégico em Londres com nada menos que 25.000 m2. Em 1980 a Pepe Jeans já se debatia com confiança com os pesos pesados americanos do sector, que até então dominavam as boutiques de roupa de ganga britânicas. A popularidade da Pepe Jeans em Blighty não tinha passado despercebida no estrangeiro e, na mesma altura, a marca começou a dar os seus primeiros passos nos novos mercados internacionais. Em 1984 começou a verdadeira invasão dos Estados Unidos com a abertura de uma nova filial e um salão de exposições em Los Angeles e, nesse mesmo ano, foi lançada a marca na Irlanda.

Animada pelo seu rápido êxito e impulsionado por um desejo de exprimir a sua mensagem com um estilo sexy e atraente, a Pepe Jeans contratou o fotógrafo de moda mais proeminente da década, Bruce Weber, para que se encarregasse da sua campanha publicitária mais ambiciosa atá à data. Os anúncios com a imagem de Bridget Hall, que não tardaria a transformar-se numa famosa supermodelo, passaram a ser ponto de referência no mundo da moda pelos seus impecáveis valores de produção e todo um precedente na habilidade da Pepe Jeans em descobrir rostos publicitários destinados a serem estrelas no futuro. A apresentadora de televisão e guru na hora de impor estilos, Alexa Chung, é a última de uma longa série de famosos, entre os quais se encontram Jason Priestley, Laetitia Casta, Donovan Leitch, Ashton Kutcher, Sienna Miller e Cristiano Ronaldo. Adivinhe que marca ofereceu a Kate Moss a sua primeiríssima campanha publicitária? A estas seguiriam-se depois os anúncios no cinema e televisão. Desde as extravagâncias perante a câmara do artista Leigh Bowery até Raindance, uma história de amor em 90 segundos rodada a cavalo entre Nevada e Notting Hill com o icónico hino dos The Smiths aos aflitos, How Soon is Now, como banda sonora… Cada campanha deixou uma marca indelével nos anais da publicidade de moda.
Nos anos noventa, a Pepe Jeans continuou na sua linha de expansão pela Europa, fazendo sucumbir à sua influência a França, Itália, Espanha, Holanda, Portugal e Suíça.

No início do novo milénio, a Pepe Jeans London gozava de uma reputação consolidada como uma das principais marcas no sector da roupa de ganga. Nos últimos anos a Pepe Jeans dedicou-se a ganhar terreno em mercados emergentes como a América Latina e a Ásia. Ainda assim, longe de dormir à sombra da bananeira, a marca lançou novas linhas, entre as quais se inclui uma colecção para crianças em 2002; 73, a linha de calças de ganga de gama alta com reminescências do rock; a colecção de tendência Andy Warhol by Pepe Jeans, que saiu para o mercado em 2007; e mais recentemente, a nova oferta em calçado e óculos.

A moda define-se pela sua capacidade de evoluir, suscitar e gerar tendências a uma velocidade vertiginosa. Exactamente igual à equipa de Fórmula Uno Red Bull, que a marca é patrocinadora, a Pepe Jeans London continua na vanguarda da moda com uma fórmula vencedora baseada na sua capacidade para lançar para o mercado a moda em peças de ganga com mais força.

The 70 's

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O designer londrino Nitin Shah e os seus irmãos Arun e Milan criam umas calças de ganga pensando cuidadosamente em todos os pormenores para os jovens nos quais se inspiraram: aqueles que refletem na moda as suas inquietações e emoções.

The 80 ´s

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Apenas uma década depois, a Pepe Jeans faz sombra às empresas norte-americanas que dominavam o setor de vestuário de ganga na Grã-Bretanha, começando também a expandir a sua marca noutros países.

The 90 ´s

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Com o mercado norte-americano aos seus pés, a Pepe Jeans faz com que os principais países europeus se rendam à sua influência.

Now '

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Tudo continua a crescer exponencialmente, tendo sempre muito clara a convicção de que a moda é uma questão de saber evoluir.